Rutilismo

 Confesso. Sem medo, de muitos que deixam de lado o que pretendiam, fácil é de se saber os tão improváveis motivos.

Com tanta facilidade em meio a um milhão de pessoas. Minha pobre consciência ,sem ao menos tocar em nada, consegue desordenar tanto assim.

Não é usual que pessoas façam isso, sem uma carta de despedida , poderia ser até um indício de chocolate da faca que cortou o croassant, a cobertura do pão de mel que grudou nos dedos, não sei, simples e não deixaria em aberto tantas coisas. As minhas tantas coisas.

Mas, mais incomodo que isso é não saber se esperar por um “enviar” é uma forma de se auto- flagelar.

Ansiedade, palavras aleias talvez, sem o mesmo desígnio de alguns perdidos no que um dia foi chamado de doença, uma boa luz, uma boa posição, pronto.

Bastou isso, um leque de infinitas abas, um milhão e meio de pensamentos intensos, ou apenas uma dolorosa conformação.

Não ter essa certeza pode vir bem mais a calhar, mesmo sabendo que foi  visto, foi entendido e comentado.

Não entendo o porque de permanecer nessa luta angustiante, também não entendo o porque de você ser assim.

Mas entendo o porque Edgar Degas adorava pintar sempre a mesma situação.

Maldita impressionista.

off..

Bosquejo de Rubi

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Não a culpo de suas escolhas, dois nomes iguais podem confundir não é mesmo?
De qualquer forma silêncio fez e faz boa parte da minha vida, como uma máscara, uma fantasia, a única que me cai bem é essa.
Sempre me encafuei, nunca fui desafetado com minhas factuais emoções, um esboço desenhado sem semblante de caneta hidrográfica e com o mesmo detalhe de sempre em todos, vermelho.
Traços finos, pernas longas, detalhamento de cada parte da roupa, e assim como eu, uma face lisa, sem expressões faciais.
Sempre por trás de palavras ou expressões, há sentimento sim, de qual maneira seria mais fácil proferir tantas coisas presas em tão pouca massa cefálica?
E por trás do que sentimos nem sempre é o que somos, ou somos?
Vale a pena pressa, a grande inimiga da perfeição?
Óxido de Alumínio e Crômio demoram anos a se formarem, a serem encontradas, lapidadas e por fim estarem entre os dedos da pessoa certa.
Ou entre o busto, quem sabe, sorte dela estar tão próximo e sentir batimentos que não são visíveis a olho nu, nem por suas expressões, ansiedade, calafrios, espasmos, talvez por uma certa coloração também avermelhada pelo calor do momento, não sei.
São muito raras ,mas como tudo que é natural ou quase, sempre existe imperfeições, mas deixam de ser notadas pelo simples desejo de ter.
Rubis são bem-apessoados, porém não falam muito e se não procura-lo não a tenho.

off..

Desenho de Observação

Talvez três pintas do lado direito de uma face com curvas suaves quase imperceptível se não fosse pela penugem aparente com os reflexos do sol. 
Nos extremos de sua glabela, sobrancelhas bem feitas, com a mesma tonalidade do seu cabelo passam a ser como uma marca, um galho quebrado em uma árvore próxima a uma vereda que apenas quem passou por lá varias vezes sabe onde vai dar. 
Próximo também, um par de olhos castanhos mais penetrantes que sensuais, a não ser pelo fato de olhar com eles semi abertos, como se algo incomodasse. 
Fosfenos ou petricor, quem sabe? seu olfato é bom , sei que sabe distinguir bem aromas que te agradam, sabe do que falo. 
Não a culpo, assim como altura e luz de velas , sua falha genética me atrai, se espalhando pelo rosto, pequenos pontos rosados hipnotizam quando noto que alguns deles se encontram perto de seu bem desenhado e curvo filtro labial. 
Forma suave de dicção. Poço, se é que posso chamar assim, sem fundo, atrativo, mas sabendo de um possível afogamento se me descuidar e cair.
Abaixo do ombro, e acima do cóccix, dores que sente devido a saltos e movimentos coreografados e ensinados com tanta destreza para quem olha com tamanho interesse, e como não olhar, não notar tais suavidades em movimentos.Bom, é disso que gosta, quem sou eu pra julgar uma arte, um gosto particular, sou apenas mais um leigo no que está a anos habituada a fazer.
Parestesia, sim é sentida nos seus pés pelo frio, sei disso também, do mesmo jeito que sei que plásticos e duas meias não incomodam se estiver bom.
Tão pouco tempo, algumas notas, precisaria ser mais rápido, alguns detalhes fariam tamanha diferença na hora.
O que tem atrás? Apenas algumas pessoas a mais e uns prédios, era isso pra fazer?
Mas no final quem prova e aprova a arte não somos nós não é mesmo?

off..image

joaoalvimcortes:

Sheats-Goldstein Residence By John Lautner: A 1960′s Modernist Masterpiece


anthropwashere:

seerofdoom:

lovelyderriere:

pillowmate:

Russian Ballerina

Daaaaaaaamn.

oh my god

(Fonte: stockingssexy)